Pesquisadores anunciam que estão fazendo testes com medicamento que visa oferecer maior qualidade de vida a crianças portadoras de nanismo


Cientistas do Instituto Murdoch de Pesquisa Infantil de Melbourne, na Austrália (em parceria com as equipes do Hospital Infantil Evelina London e de outros institutos de pesquisa na França e nos Estados Unidos), informaram ao mundo que têm trabalhado no desenvolvimento de um medicamento que visa melhorar a qualidade de vida de crianças portadoras de nanismo.

O remédio em questão chama-se vosoritide e é aplicado em uma injeção diária. Sua ação constitui bloqueio do sinal controlado pelo gene defeituoso FGFR3, que prejudica o crescimento ósseo em crianças com acondroplasia (a forma mais comum de nanismo).

Patrocinado pela BioMarin (a farmacêutica que produz o remédio), o experimento – de acordo com os estudiosos envolvidos – vem apresentando resultados promissores.

A acondroplasia – causada por mutação em um gene – afeta cerca de um a cada 25 mil bebês. E a consequência é o crescimento prejudicado dos ossos dos membros, da coluna e da base do crânio.

Especialistas contam que, muitas vezes, a referida condição afeta bebês de forma aleatória, porém, a referida mudança genética também pode ser herdada.

A notícia sobre a pesquisa não agradou a todos que – de alguma forma – estão envolvidos com a acondroplasia. Críticos temem que, se aprovado, o tratamento seja usado para modificar o nanismo de maneira, digamos, cosmética (o que não seria do agrado de muitas pessoas com a condição).

Os pesquisadores rebateram essa desconfiança dizendo que a preocupação principal do projeto é mapear eventuais efeitos adversos ou colaterais graves. Eles reforçaram, também, que sinais têm mostrado que o medicamento é seguro o suficiente para os pacientes tomarem.

Crianças com acondroplasia têm pernas e braços curtos e podem desenvolver uma curva na parte inferior da coluna. Algumas ficam com as pernas arqueadas. Este quadro pode gerar dificuldade para andar e, por isso, às vezes, é necessária uma sequência de cirurgias para remodelar os ossos.

Diante do ceticismo surgido em relação ao novo medicamento, o líder das pesquisas – Ravi Savarirayan – assegurou que o uso do vosoritide não é apenas cosmético e que o intuito é melhorar a saúde e a funcionalidade das crianças que apresentam o distúrbio. 


[Fonte: G1 // Ciência e Saúde]




Últimas Notícias

Reforma tributária: 2026 é o ano de teste, e é nele que as empresas estão descobrindo os próprios erros

Postado por:

A reforma tributária deixou de ser assunto de audiência pública e entrou no sistema de emissão de nota fiscal. Em 2026, a CBS e o IBS já existem na prática, com alíquotas simbólicas: 0,9% para a contribuição federal e 0,1% para o imposto estadual e municipal.

LEIA MAIS

O Brasil ainda não tem lei de inteligência artificial. Mas quem usa IA já tem obrigações

Postado por:

Existe uma informação errada circulando em apresentações corporativas e em posts de LinkedIn: a de que o Brasil já tem um marco legal de inteligência artificial. Não tem. E essa confusão produz dois erros opostos, igualmente caros.

LEIA MAIS

O Brasil está envelhecendo mais rápido do que forma quem vai cuidar

Postado por:

Em 2012, o Brasil tinha 22 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Em 2024, eram 34,1 milhões. São 12 milhõ

LEIA MAIS

NR-1 e riscos psicossociais: a fiscalização começou e a maioria das empresas ainda não se adequou

Postado por:

Durante anos, saúde mental no trabalho foi tratada como pauta de bem-estar: palestra no Setembro Amarelo, convênio com aplicativo de meditação, uma ou outra campanha interna. Isso mudou de statu

LEIA MAIS

Novo marco regulatório do EAD: o que muda de verdade para quem quer fazer uma pós-graduação

Postado por:

Desde que o novo marco regulatório da educação a distância foi publicado, uma frase passou a circular em gr

LEIA MAIS

Pós-Graduação Unincor - Todos os Direitos Reservados.
POLÍTICA DE TROCA, DEVOLUÇÃO E ARREPENDIMENTO
CNPJ 54.933.536.0001/99