Amazônia: na aflição de protegê-la ignora-se as opiniões dos que moram nela, deixando-os expostos à iminência do caos alimentado por decretos presidenciais


Muito se fala sobre a proteção da Amazônia. E muito se faz também, com o mesmo intuito.

Mas será que estas intervenções – do “homem branco” ou da “civilização” – têm levado em consideração aqueles que moram na região?

O mundo inteiro ouviu falar – recentemente – sobre as trapalhadas presidenciais que, primeiro autorizaram atividade mineradora em área protegida da floresta para, logo em seguida (acuada por conta da grita geral) recuar e revogar o decreto que permitia a extração de riquezas minerais do solo habitado, hoje, por indígenas e uma comunidade extrativista voltada à exploração sustentável de castanhas.

O documento presidencial trouxe de volta – para a tribo Waiãpi – as piores lembranças. Ocupando cerca de 6.000 quilômetros quadrados em áreas de densa floresta amazônicano Amapá, a etnia contava – até os anos 1970 – com população de cerca de 230 índios. Naquela década, a tribo teve o primeiro contato com o homem branco, o que resultou na morte de 80 membros, muitos deles tentando defender seu habitat da mineração clandestina no centro-oeste do Estado.

Hoje, por conta de conflitos decorrentes de invasões de garimpeiros e do sarampo (contraído não só dos exploradores das riquezas do solo como também dos operários de obras viárias), os índios Waiãpi foram reduzidos 151 pessoas.

Jawaruwa Waiãpi, um dos líderes da etnia, conta que os índios do grupo sequer sabiam que o lugar que habitam é uma área protegida. Só tiveram conhecimento do assunto quando o tal decreto presidencial a extinguiu.  

Diante disso, fica muito claro que as decisões relativas à Amazônia têm sido – em proporções assustadoras – tomadas sem que se considere aqueles que habitam a região.

Não é difícil imaginar o que o povo Waiãpi sentiu...Qual seria a sua reação se um decreto presidencial autorizasse uma exploração do solo aí embaixo da sua casa?

É para se pensar, não?

[Fonte: Veja.com]




Últimas Notícias

Depois da COP30 em Belém: O que muda na gestão ambiental das empresas Brasileiras

Postado por:

Em novembro de 2025, o Brasil recebeu a COP30 em Belém, colocando o país no centro das atenções globais sobre a crise climática. Dias depois do encerramento da conferência, em 27 de novembro, o Congresso Nacional derrubou a maioria dos vetos presidenciais à Lei 15.190/2025, a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, apelidada por críticos de "PL da Devastação".

LEIA MAIS

Educação profissional cresce 68% em cinco anos: A nova aposta do MEC

Postado por:

O Brasil está vivendo uma mudança silenciosa, mas profunda, na forma como jovens e adultos escolhem se qualificar para o mercado de trabalho.

LEIA MAIS

NR-1 e riscos psicossociais: Por que as empresas ainda não sabem como se adequar

Postado por:

Desde que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) incluiu os riscos psicossociais na Norma Regulamentadora 1 (NR-1), um número expressivo de empresas brasileiras vive um cenário de insegurança.

LEIA MAIS

Polilaminina: entre a promessa científica e a responsabilidade clínica

Postado por:

Se você atua com lesão medular, provavelmente já foi questionado nos últimos dias sobre a polilaminina.

LEIA MAIS

Pós-Graduação Unincor - Todos os Direitos Reservados.
POLÍTICA DE TROCA, DEVOLUÇÃO E ARREPENDIMENTO
CNPJ 54.933.536.0001/99